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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Raquel

Depois de tantas decepções na vida ela simplesmente decidiu "deixar pra lá".
Despiu-se de preconceitos, da vaidade e de tudo que a impedia de se sentir um ser humano comum.
Nesse dia em especial, levantou da cama e não se importou em escovar os dentes. Foi ate a cozinha com os pés descalços, fez seu café, com a sua xícara em mãos se sentou próximo à janela e com o olhar perdido pôs a pensar em sua vida.
Na infância, na juventude e no que seria da sua vida quando a velhice chegasse. Imaginou os amores que viveria, lembrou-se dos amores que passou e dos amores q nunca viveu. Por alguns momentos sentiu gotas de lágrimas mornas rolarem em seu rosto.
Depois de algum tempo sentada analisando a sua vida, levantou-se caminhou até a cozinha e deixou pela primeira vez a xícara suja de café na pia. Dirigiu-se ao quarto e trocou o pijama por uma calça jeans e uma camiseta. 
Desceu as escadas, ignorou o bom dia do porteiro. Ela gostava do homem só não queria dizer nada, não naquela hora. Parou na calçada e observou atentamente a movimentação dos carros. 
Ela fechou os olhos e testou a sua sorte ao dar o primeiro passo com pé direito em direção à rua movimentada. 
Teu fim não foi tão trágico como previa. Ela esperava uma morte instantânea e não a prazo como foi. No hospital ela não foi identificada até a sua morte, sairá de casa sem documentos e não havia ninguém que pudesse sentir a sua falta.
O porteiro até tentou ajudar, mas nada pode fazer apenas lamentar.
Quando Raquel deu fim ao seu sofrimento, sabia ela o que a esperava e talvez por isso teu semblante estava em paz.

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