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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

sem drama

nessas horas me falta o ar
não sei o que falar 
e nem o que pensar
"sem drama" você diz
mas era você que me fazia feliz
quis te dar a chave do meu castelo
pra você pintaria o céu de amarelo
mas "sem drama" você disse
e depois triturou o que restava do meu coração
triste permaneci,
sentindo uma dor terrível
ao menos um adeus você podia dar
mas preferiu me deixar sem ar
respirar pra que?


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

saudade, pura saudade

maldade, pura maldade
a tua saudade me mata de propósito
crueldade, pura crueldade
ainda sinto o gosto da sua boca
judiação... só pode ser!
eu penso, só penso...
eu desejo, só eu desejo
maldade já disse
isso não se faz 
com um coração
que por tanto imaginar 
já estava dilacerado
e agora está em miúdos
por sua causa
por causa dessa saudade
insanidade, pura insanidade.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Henrique

- Ela só tinha dezoito! Dizia ele com lagrimas nos olhos. Alfredo era o seu nome, tinha uns cinqüenta anos, acho que nem ele mesmo sabia ao certo a sua idade. Já se passara muito tempo desde que ele parou de contar o tempo.
Ele era viúvo não tinha filhos e viva sozinho, tinha poucos amigos e nem um que te visita-se. Não gostava de se prender a mulher nem uma, pois havia cansado de ser enganado pelas poucas que roubaram o seu coração.
Manuela tinha dezoito, era linda, extrovertida e tinha muitos admiradores, alem de um namorado. Ela tinha planos de se casar e de ser mãe, não era ambiciosa, mas era muito orgulhosa. Henrique que o diga!
O seu namoro com Henrique não anda muito bem, ele agora reclama de tudo e ela não esta tão apaixonada como antes, o rapaz notou que a sua Manu anda um pouco ansiosa e tem um mistério novo no olhar, Manu não sabe guardar segredos e Henrique não é de fazer perguntas.
As discussões eram constantes e como se as brigas fossem pouco para acabar com uma relação um amigo de Henrique tinha umas coisas para contar ao rapaz que já não estava mais tão apaixonado, mas tinha alem de um coração partido, a curiosidade latente de saber o que a namorada fazia nas tardes em que não estava nua com o seu namorado.
- Eu vi Manu com um cara e não era você. Ela parecia apaixonada!
Henrique ficou durante muito tempo observando o que Manu fazia, em todos os lugares que ela estava.
Ate  que um dia a prova que Henrique tanto procurava lhe surgiu como uma luz que ilumina a escuridão.
Manu estava com Alfredo, Henrique cego pelos sentimentos confusos do ciúme, decidiu por um fim naquela historia, então planejou tudo. Conseguiu uma arma com um amigo. E esperou a sua amada sair para se encontrar com o coroa boa pinta outra vez.       
Com o coração em pedaços ele seguiu todos os passos de Manuela ate Alfredo.
Henrique sentiu o sangue correr mais forte em suas veias quando viu Alfredo e a sua menina Manu se abraçarem como se fossem velhos conhecidos e o seu coração se dilacerava a cada carinho que via entre os dois.
Henrique nesse exato momento não conseguiu mais enxergar nada e partiu em direção aos dois, efetuou vários disparos e sentou no chão. Foi ate o corpo estendido e beijou a boca de Manuela pela ultima vez.
 Um policial pegou Henrique por traz e o algemou no momento exato em que o rapaz percebia a besteira que havia feito.
Henrique atordoado escutava Alfredo dizer: - minha filha! Você matou minha filha! Ela só tinha dezoito anos!
Henrique não conseguia expressar qualquer tipo de sentimento, apenas choravaem silencio. Pensavanos momentos que passou com Manu e se arrependia por todas as vezes que fez Manu chorar.  Olhava para Alfredo dando o seu depoimento e imaginava: - Por quê Manu não me contou da existência do pai?  Por que não disse que seu pai estava vivo?
Alfredo enquanto dava os eu depoimento se culpava por não ter cuidado de Manu e seu coração lamentava por não poder mais conhecer a sua filha. - Agora não tinha mais volta. Era o que pensava quando olhava pra Henrique chorar.
Henrique foi preso, e passou a odiar a sua própria existência enforcou-se em uma atitude desesperada de se redimir diante de seus erros.
Alfredo foi embora e passou a procurar a felicidade nos olhos das pessoas que conhecia, o velhaco passou a ver a vida como se fosse o ultimo todos os dias.
Manuela não havia contado sobre o pai a Henrique porque nem ela sabia de Alfredo. Manu sabia apenas que seu pai estava morto, pelo menos era o que a sua mãe dizia toda vez que a menina perguntava de seu progenitor.
Manu iria contar a Henrique, mas na hora certa, a moça não queria ter expectativas, e sabia que o namorado a deixaria ainda mais confusa. Ela pagou um preço auto por se calar.
Essa historia não tem uma lição nem pra mim nem pra você, é apenas uma historia que pode acontecer a qualquer um de nos.

Espelho

Não sei se deveria confessar, mas estou me sentindo só.
Não é uma solidão de não ter nada,  é uma solidão de não ser nada.
De não se sentir gente humana,
De se sentir um pouco assim meio estranha.
Não gosto do que as pessoas são quando querem mais do que pode
Não quero para mim o que eles pensam dos inimigos.

Eu não, comigo as coisas são de verdade
Comigo as velas são realmente acesas
E não são tidas como enfeites

Gosto de sentir o sol no meu rosto
Gosto de sentir que posso se mais feliz todo dia

Ninguém tem o direito de privar o ouro de se ser o que é.
Isso é fato! Todos sabem disso!
Então por que tudo ainda continua como está?

Os meus erros não justificam os açoites
Assumo o que faço sem peso em minha consciência
Tudo o que faço é porque sinto prazer em fazer

Pecadora para uns, mentirosa para outros e.
Para quem gosta a loba
A santa que faz milagres.

Mas para mim
Eu sou apenas um amenina que sonha em ser feliz
Acho que não tem nada de errado nisso


talvez não seja pra mim

É tão ruim quando não consigo te achar
Mesmo que você esteja perto de mim
Quando não consigo te encontrar
Fico assim fora de mim.

Encontrar rimas para expressar
Que você me faz falta é tão difícil
Porquê não consigo ser tão racional
Quando não tenho a sua razão comigo
As minhas palavras se igualam aos meus pensamentos, confusos e sem motivo de ser.

Amar talvez não seja pra mim
Te ter talvez não seja pra mim
Te fazer feliz talvez não seja feliz, talvez não seja pra mim.

Acho as vezes que o todo poderoso
Por falta de distração
Acha divertido me ver sem amor
Me sinto mesmo assim meio boba
Meio sem chão, meio sem coração
Perdida na solidão.

As minhas dores, ficam mais doloridas
Quando nem ao menos ouço o seu nome
Ah! como me doe essa maquiavelica solidão.
Luciana Lima - 24/09/2011#

Pobre menina...

A menina de ontem
hoje já não existe mais,
seus sonhos já não podem ser realizados
seus desejos jamais serão alcançados.
A realidade para ela é impiedosa
mesmo pedindo misericórdia
não há como fugir.
A sombra das obrigações diárias à persegue insistentemente
calamidade seria o seu nome?
ou é apenas uma maré de má sorte...
Mesmo com todas estas adversidades
ela ainda consegue sorrir
seu sorriso reflete a sua alma
a alegria é a unica coisa que não conseguiram tirar dela.
no mais, ela é casada com o medo
e a insegurança é a sua amante misteriosa.
Mesmo o astro rei do dia brilhando latente o dia todo
renovando tudo que toca todos os dia...
para ela os são como a escuridão no universo
o teu passado há condena,]mesmo não ligando para as falas alheias.
A culpa a persegue.
em suas preces diárias
ela não pede saúde e nem nada de valor
seu único pedido é
piedade.
                                       Luciana Lima 20/04/2012#

Eu mesma independente

Sonhos que se vão com o vento
Nada mais tenho pra esperar               
Tudo o que pode ser já foi
E o que eu queria não aconteceu
Não tenho culpa de sua infelicidade
Cada um colhe o que planta
Arque com as consequências
E esqueça tudo o que é superficial
Comece a olhar a vida de outra maneira
Veras que assim é que vale a pena tudo na vida
Sou muito mais do que o seu olho pode ver
E por isso não me importo com o que pensa
Sou feliz sendo eu mesma
E se você se incomoda com isso
Não ligo, consigo ser eu mesma independente.
Dos acontecimentos.
Viver é uma arte já dizia o poeta.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Fada

Fada bonita que voa no céu cintilante
Com um sorriso marcante
Queima meu coração como fogo em brasa
Faz de mim um anjo sem assas.
Ser teu pão pra saciar tua fome
Ser tua bebida para não só te matar a cede,
Mas também para te embriagar
Fazendo assim a fadinha encantadora virar
Uma bruxa libidinosa e matadora.

Desilusão

Ah... se eu soubesse não te olharia.
Ah... se eu soubesse não sonharia.
Meu castelo de nuvens se desfez
A palidez tomou conta de minhas veias
Emudeci, meus olhos se abriram
A luz me cegou...
As mesmas lagrimas que construíram o sonho
Agora derretem as nuvens do meu castelo.
Do nosso castelo!
Sentirei saudade eterna do meu anjo de cabelos alvos.
Olhos de esmeralda
E sorriso de diamante.

Eduardo

Se o olho é o espelho da alma, não sei.
Se o meu toque te faz tremer, não sei.
Se o meu beijo te faz arder, não sei.
Mas sei que o teu olho é meu espelho,
Sei que tremo, sei que ardo.
Naquele dia perdi tudo.
A vergonha
O medo
A angústia
A dúvida.
Naquele dia se pudesse nos levaria pra lua.

Raquel

Depois de tantas decepções na vida ela simplesmente decidiu "deixar pra lá".
Despiu-se de preconceitos, da vaidade e de tudo que a impedia de se sentir um ser humano comum.
Nesse dia em especial, levantou da cama e não se importou em escovar os dentes. Foi ate a cozinha com os pés descalços, fez seu café, com a sua xícara em mãos se sentou próximo à janela e com o olhar perdido pôs a pensar em sua vida.
Na infância, na juventude e no que seria da sua vida quando a velhice chegasse. Imaginou os amores que viveria, lembrou-se dos amores que passou e dos amores q nunca viveu. Por alguns momentos sentiu gotas de lágrimas mornas rolarem em seu rosto.
Depois de algum tempo sentada analisando a sua vida, levantou-se caminhou até a cozinha e deixou pela primeira vez a xícara suja de café na pia. Dirigiu-se ao quarto e trocou o pijama por uma calça jeans e uma camiseta. 
Desceu as escadas, ignorou o bom dia do porteiro. Ela gostava do homem só não queria dizer nada, não naquela hora. Parou na calçada e observou atentamente a movimentação dos carros. 
Ela fechou os olhos e testou a sua sorte ao dar o primeiro passo com pé direito em direção à rua movimentada. 
Teu fim não foi tão trágico como previa. Ela esperava uma morte instantânea e não a prazo como foi. No hospital ela não foi identificada até a sua morte, sairá de casa sem documentos e não havia ninguém que pudesse sentir a sua falta.
O porteiro até tentou ajudar, mas nada pode fazer apenas lamentar.
Quando Raquel deu fim ao seu sofrimento, sabia ela o que a esperava e talvez por isso teu semblante estava em paz.

O que fazer nessas horas?

Olhares vagos
Mãos tremulas
O coração batendo descompassado
 O que fazer nessas horas?
Não sei como agir
Não sei ser assim
Olhos marejados
As mãos umidas
O coração apertado
O que fazer nessas horas?
Não seicomo agir
Não sei ser assim
Aperto o travisseiro
Parece que sinto o teu cheiro
Fecho os olhos por alguns segundos
O que fazer nessas horas?
não sei como agir
Não sei ser assim
Palavras duras que ferem como espinhos
Meu coração sangrando
E na cabeça um certo desatino
O que fazer nessas horas?
Não sei como agir
Não sei ser assim
De manhã ao acordar
Sinto a brisa fresca  bater no meu rosto
Sinto o cheiro do mato molhado
Por causa da chuva da noite anterior
Preparo meu café amargo
Sento em uma cadeira na varanda
E com o gosto amargo na boca
Penso no que passamos
E me pergunto
O que fazer nessas horas?
Não sei como agir
Não ser assim.

Memórias

Meticulosamente ela vasculha seu quarto atrás da única parte que ainda resta de sua memória. Olhava em cada pedacinho, em cada fresta, em cada canto de gaveta, mas, ela não conseguia encontrar. No lugar da memória ela só conseguia encontrar preocupação com o que ficou pra traz, preocupação com o futuro e em relação ao presente, ela apenas se desesperava.
Depois que ela conseguiu revirar o quarto tantas e tantas vezes, ela cansada de tanto procurar, sentou-se em meio a bagunça e começou a chorar. Sentia um peso enorme nos ombros. Sentia que nada mais fazia sentido, o que queria lembrar já havia ido embora. Agora só lhe restava lembrar o que aconteceu com as suas valorosas memórias.
Será que havia jogado no sanitário? Ou ela havia doado juntos com as roupas que não usava mais? Será que havia vendido juntos com os sapados velhos porem em condições de uso?
Essas memórias lhe faziam falta, era uma falta dolorida, uma falta que lhe faltava o ar. Queria ela um dia voltar a viver todas aquelas historias. Sem pressa, queria ela dar o devido valor a todas as emoções, mesmo sendo elas bobas e sem sentido.
De repente ela olhou pela janela, dela podia se ver uma mangueira carregada de mangas verdes e o chão em volta dela estava repleto de folhas secas. Ao longe no horizonte, o sol brilhava dando adeus a mais um dia. Do lado contrario a arvore ela vê em cima de de um armário onde era guardado todas as coisas usadas nos cuidados do jardim da casa, uma corda vermelha. Ela se levantou e sem pensar muito, ela caminha em direção ao armário. Fica na ponta dos pés e com um pouco de esforço consegue pegar a corda vermelha, junto dela estava um pedaço de taboa que caiu ao chão.
Ela olhou para o pé de mangueira e vai em sua direção. Andou em volta da arvore procurando um galho grosso e forte o suficiente para amarrar a corda. Logo ela pode observar um galho auto com marcas de corda em cada uma de suas extremidades. Com o auxilio de uma escada ela amarrou a corda nas marcas e com a taboa que caiu ao chão quando pegou a corda ela fez um balanço.
Sentou-se e devagar se embalava olhando o por do sol que dando licença para a noite chegar, fez as suas memórias se ascenderem em sua mente. Ela não havia percebido que elas estavam ali o tempo todo, esperando apenas um estimulo para acordarem de um sono profundo. Com os olhos marejados ela contemplava o dia indo embora junto com a dor que dilacerava o seu peito.
 Luciana Lima . 2013-08-02

O Vento

Quando o vento bate
O Ipê chora
Derramando lágrimas coloridas
Pelo cerrado
Deixando tudo mais bonito.
Vento que leva semente
Vento que refresca a gente
Vento que denuncia a chuva
Vento... só o vento...

Pura Crueldade

você me cala toda vez que a minha alma grita. 
você jura que não mesmo com o teu instinto dizendo sim. 
talvez seja culpa da realidade que te afasta de mim. 
talvez seja apenas a tua perversidade saciando o desejo mortal de me ver cair. 
sei que você gosta de sentir o gosto do meu sangue 
e que goza com o calor do próprio em sua pele. 
o meu choro é teu acalanto e rejuvenesces com a minha insônia.

Eu distraída

Estava lá eu distraida
À pensar na vida
Passarinho no ninho
Cantando também distraído
Eu e o passarinho
Sentiamos a brisa
Leve como pluma
Que refrescava a nossa alma
Veio a nuvem pesada
Pra calmaria desmanchar
O passarinho levantou vôo
E eu ainda fiquei a pensar.
O vento batia
Sacudia a copa da árvore
E as folhas caiam ao chão
As gotas de chuva doce e gelada
Se misturavam com o choro salgado e pesado de minhas lágrimas
"Ai de mim!" pensei
imaginei coisas
Mas só imaginei
O vento que batia
Que transformava a chuva em tempestade
Tentava me tirar dali
Mas eu não sai
Ainda fiquei a pensar
Na realidade vazia
Na razão desmedida
Na angustia que sufoca
No final da história
Ainda fiquei a pensar
A chuva foi se enfraquecendo
O vento diminuindo
O sol aparecendo
Na minha mente já não havia barulho
Passei a da valor ao silêncio
E quando a calmaria
Voltou acalentando novamente a alma
O passarinho pousou no ninho
E voltou a cantar....